Na Gustave Eiffel, procurou-se o "ADN da Comunicação”

  

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Evento organizado por estudantes juntou, hoje de manhã, na Escola Profissional Gustave Eiffel – Polo Lumiar, visões diferentes sobre o que é comunicar.

No palco, o ecrã luminoso apresentava uma mensagem rotativa. Junto à frase “o ADN da comunicação”, um grupo de palavras vai surgindo à vez: “escrever”, “fotografar”, “pintar”, “falar” ou “dançar” são alguns exemplos. 

Conforme explicaram os estudantes que moderaram o evento de hoje, Diogo Varela e Maria Ideias, o objetivo do Seminário “Comunicar é… O ADN da Comunicação” passou por, precisamente, juntar testemunhos variados sobre “o que é comunicar”. “Quisemos juntar, no mesmo espaço, pessoas que trabalham várias formas de comunicação”, realça Diogo Varela.

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A organização deste seminário ficou a cargo dos alunos da turma 454 do curso de Técnico de Comunicação – Marketing, Relações Públicas e Publicidade. “Fizemos os contactos, planeámos e agora estamos a executar”, revela David Varela. Um dado que, acredita, poderá fazer a diferença no futuro: “se seguirmos esta área – e é provável que o façamos – vamos ter mais experiência neste tipo de eventos”.

Enquanto moderadores, explica Maria Ideias, a missão destes estudantes é assegurar que “a forma de interpretar e realizar comunicação dos oradores chega ao público”. “Também queremos mostrar que comunicação é mais do que escrever ou falar”, acrescenta.

Quatro formas de comunicar
O painel integrou profissionais da rádio, da escrita, da arte urbana e da dança. A linguista e autora Sandra Duarte Tavares foi a primeira a subir ao palco do auditório. Para além de sublinhar a clareza e a relevância como valores orientadores da comunicação, a oradora destacou a importância do rigor linguístico: “devemos ter a preocupação de fazer um uso eficaz da língua”.

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Depois de alguns conselhos específicos sobre ortografia e gramática, Sandra Duarte Tavares realçou ainda “o poder do storytelling” na comunicação. “É das histórias que as pessoas se lembram mais tarde”, reforçou.

Seguiu-se a radialista da RFM, Joana Cruz, que realçou algumas das suas preocupações enquanto comunicadora neste meio. Capacidade de síntese e concisão foram alguns dos pontos salientados, de forma a que “a voz possa criar uma empatia com os ouvintes”.

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Representando a comunicação visual, o graffiter e designer Marco Almeida detalhou algumas das características deste tipo de mensagem. “Nem sempre conseguimos atingir o público”, começou por realçar, salientando que, na arte urbana, a comunicação “vai além da mensagem estática”, uma vez que “há uma transformação da urbe que acrescenta valor aos espaços”. A manhã incluiu ainda um pequeno workshop de graffiti, dinamizado pelo artista. 

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A fechar a manhã, tempo para o professor de dança, Rafael “Marvel”, partilhar com os estudantes presentes as características da expressão corporal. O diplomado do curso de Animação Sociocultural da EPGE ressalvou que embora “a dança se insira na linguagem não verbal”, é uma forma de “passar uma mensagem”. “No final de uma peça de teatro, o público fica a pensar na mensagem transmitida pelo movimento dos atores”, concluiu.

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